quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Congresso de televisão por assinatura prossegue em São Paulo

Feira e Congresso, evento anual organizado pela Associação Brasileira de TV por Assinatura, prossegue nesta quarta-feira (12/8) em São Paulo com uma série de debates. Entre as discussões programadas estão aos impactos da mobilidade do setor de TV e a relação dos telespectadores com as novas tecnologias. O IDG Now! fará a cobertura completa do evento.

Entre os debates da terça-feira (11/8), um deles tratou das frequências destinadas à TV paga.

Os participantes do painel avaliaram que as operadoras de TV por assinatura precisarão provar que seus serviços são essenciais para o desenvolvimento do País, se quiserem evitar que o espaço na frequência usado para transmissão de seu sinal, hoje equivalente a 190 MHz, seja reduzido para 50 GHz.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) abriu consulta pública no dia 3 de agosto para aprovar o documento que dividirá a faixa de frequência de 2,5 GHz, hoje usada pelas TVs por assinatura por micro-ondas (MMDS) com o WiMax, nova geração de banda larga móvel.

O diretor da Sky, Roger Haick, disse que não consegue ver um modelo de negócios competitivo e adequado para essa plataforma. “É, sim, possível combinar Wimax e TV paga na mesma faixa, mas não dá para usar vídeo e banda larga no mesmo espectro se ficar desse modo”, declarou o executivo.

Para o diretor de regulação da Telefônica, Marcos Baffuto, existe o interesse de oferecer ambos os serviços na mesma faixa. “Mas isso exige disponibilidade de espectro”, defendeu. “Essa consulta pública partiu de uma decisão política a favor apenas da banda larga”, disse Baffuto.

O deputado Paulo Henrique Lustosa (PMDB-CE) afirmou que a discussão se dará em torno do caráter essencial dos serviços chamados ‘triple play’ (os combos nos quais as companhias oferecem banda larga, TV por assinatura e telefonia fixa). Uma vez determinado que esse serviço é essencial, aí seria mais bem observada, pelos órgãos reguladores, a diversidade e a defesa da competição no setor. Mas desenvolver a internet rápida em todo o País seria o objetivo no momento, segundo o deputado.

Para o secretário de telecomunicações do Ministério das Comunicações, Roberto Pinto Martins, a forma como as pessoas usam hoje a internet - principalmente o aumento na procura por tecnologias de acesso móvel - exigirão que toda a engenharia deva ser feita para atender a essa demanda. “A consulta pública surge nesse contexto. Mudar a frequência ajuda a diminuir os custos para essa população que deseja novos serviços”, declarou.

Para Baffuto, da Telefônica, a tendência do mercado deveria ser aumentar o espectro para as empresas existentes, que já oferecem serviços para cobrir a demanda existente. “É preciso abrir outras oportunidades para os serviços novos, mas não se pode inviabilizar os competidores que já estão no mercado”, afirmou o executivo.

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