O presidente do Senado, senador José Sarney (PMDB-AP) engrossou o coro iniciado por outros senadores do uso irrestrito da internet em campanhas eleitorais pela dificuldade de fiscalização estabelecida pelas novas regras.
"A meu ver, a internet é uma tecnologia que veio para ficar e é impossível estabelecer qualquer controle. Cada um vai agregando, agregando, a rede vai se expandindo e não temos como controlá-la. Eu acho que nem se deve estabelecer normas nesse sentido porque, na realidade, são normas que não vão ter nenhuma condição de fiscalização", afirmou à Agência Senado.
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A postura de Sarney segue a de outros senadores que criticaram indiretamente a emenda proposta pelo relator do Projeto de Lei da Câmara 141 de 2009, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que propunha a liberação parcial do uso da internet nas eleições.
Emenda oposta à de Azeredo será apresentada pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP) para liberar totalmente a internet no processo eleitoral, em movimentação que já conta com o endosso de outros senadores, como Romero Jucá (PMDB-RR) e Álvaro Dias (PSDB-PR). A votação entre liberação total e parcial da web envolve a principal polêmica da sessão.
Levantamento do UOL Notícias dá como certo que a liberação total da internet durante para a cobertura eleitoral é apoiada por 17 dos 81 senadores. Para que seja aprovado em votação, qualquer projeto precisa de maioria, ou seja, 41 votos.
A votação, programada para quarta-feira (9/9), foi adiada por um dia após discussões sobre questões como o uso de informações do IBGE em pesquisas eleitorais ou a escolha de substitutos a políticos cassados por falta de quorum. A nova sessão está marcada para as 14h desta quinta-feira (10/9).
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